“Criptomoedas falham como forma de dinheiro”, diz presidente do Banco da Inglaterra

“As criptomoedas atuam como dinheiro, na melhor das hipóteses, apenas para algumas pessoas e de forma limitada; e, mesmo assim, apenas em paralelo com as moedas tradicionais. A questão é: estão falhando enquanto uma forma de dinheiro”, disse Mark Carney, presidente do Banco da Inglaterra.

Na reportagem veiculada pelo The New York Times, Carney teceu críticas às criptomoedas, apesar de não defender sua proibição. Segundo ele, o segmento gera tecnologias subjacentes promissoras, mas que carecem de normas. Portanto, as moedas digitais devem ser reguladas de forma semelhante a outros ativos do sistema financeiro e não podem substituir as moedas tradicionais.

No início do ano, Carney, que liderou o Conselho de Estabilidade Financeira do G20, que reúne as maiores economias mundiais, chamou a atenção do mercado financeiro ao expressar suas dúvidas em relação às criptomoedas. Segundo o economista, é preciso levar em conta, além da questão da proteção do investidor, temas como integridade do mercado, lavagem de dinheiro, financiamento do terrorismo, evasão de impostos e dribles aos controles de capitais.

Indícios de bolha

O assunto voltará a ser discutido em duas semanas quando ministros das finanças e presidentes dos bancos centrais do G20 se encontrarão em Buenos Aires, na Argentina. Carney avalia que uma abordagem regulatória unificada é improvável, o que faz com que cada país tome suas medidas de forma independente. A China, por exemplo, já proibiu que suas instituições financeiras negociem criptomoedas – o que, na sua avaliação, também faz com que se distanciem de oportunidades importantes que a tecnologia do segmento poderia lhes proporcionar.

Para Carney, também há indícios de que o mercado passa por uma bolha. Ao longo de 2017, o Bitcoin passou de cerca de US$ 1.000, em janeiro, para US$ 20.000 em meados de dezembro, antes de cair abaixo de US$ 6.999 no mês passado.

Via Portal do Bitcoin.

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