Blockchain do Ethereum é usado para burlar censura na China em caso de fraude de vacinas

Em meio a um escândalo envolvendo fraudes em vacinas, cidadãos chineses têm tido dificuldade para comunicar na internet sobre os riscos, devido ao forte sistema de censura no país. Após a blogueira com pseudônimo “Beast” ter seu relato com a medicação deletado, algum usuário registrou sua mensagem para sempre na rede de blockchain.

No dia 15 de julho, a Administração Estatal de Drogas, órgão responsável por regular a indústria farmacêutica chinesa, descobriu que a desenvolvedora de vacinas Changsheng Bio-Tech havia fraudado dados de aproximadamente 113 mil doses de seu produto contra raiva humana, segundo reportagem da Futurism.

Após cinco dias, também foram descobertas irregularidades na produção de 252.600 vacinas do tipo DPT, um coquetel de combate diversas doenças, como difteria e tétano. As descobertas foram feitas durante inspeções surpresa nas unidades do laboratório. As vacinas faziam parte do lote que abastece um programa de vacinação infantil compulsório.

O caso deixou de ser reportado, sem haver registro de crianças sofrendo reações negativas com as vacinas, nem da quantidade de unidades distribuídas. O usuário da rede social Weibo publicou detalhes sobre o caso, com diversas irregularidades nos diversos tipos de medicamentos criados pela companhia.

De acordo com o Technode Para divulgar atualizações sobre a vacina livre da censura chinesa, algum usuário fez uma transferência para sua própria carteira em ether no valor equivalente a US$ 0,47, incluindo todo o texto sobre o caso das vacinas nos metadados da transação.

Como a rede do Ethereum possui registro público, todos têm acesso às informações sobre as transações, inclusive metadados com o texto da blogueira. Por ser uma rede e blockchain descentralizada, dispersa entre todos os computadores conectados, as autoridades chinesas não coneguem excluir ou impedir a disseminação do texto.

Relato de estupro
Em abril, outro caso de censura na internet foi superado graças à rede Ethereum. Uma estudante da Universidade de Pequim relatou um caso de estupro que havia sofrido. Antes das autoridades apagarem sua publicação, usuários inseriram sua publicação numa transação em blockchain, permitindo a disseminação da discussão sobre o caso.

Via Portal do Bitcoin.

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