Bitcoin Suspeito de Roubar Mineradoras de Bitcoin Escapa da Cadeia e Foge da Islândia em Voo com Primeira-Ministra

Suposto autor intelectual por trás do roubo de 600 computadores usados ​​para minerar Bitcoin, Sindri Thor Stefansson, conseguiu escapar da prisão na Islândia e embarcar para a Suécia no mesmo voo da primeira-ministra islandesa, Katrín Jakobsdóttir. A fuga aconteceu na última quarta feira (18), de acordo com o New York Times.

Segundo as investigações, a prisão, que fica em Sogn, na zona rural do sul do país, onde Stefansson aguardava um parecer da justiça não era muito segura. Ele simplesmente passou pela janela, desceu pelo edifício e partiu para o aeroporto de Keflavik que fica a 95 km do local.

A prisão não é cercada e os presos têm acesso ao telefone e à internet. Autoridades creem que Stefansson fugiu por volta da meia noite, porém só notaram sua falta pela manhã.

Segundo a polícia, Stefansson não deve ter agido sozinho, e também a coincidência de estar no mesmo voo de uma autoridade islandesa pode não ter nada a ver com o fato.

“Ele tinha um cúmplice. Temos certeza disso”, disse o chefe de polícia Gunnar Schram àagência de notícias local Visir.

Stefansson estava sob custódia desde fevereiro. Ele foi transferido para a prisão aberta há 10 dias, informou a polícia.

Jakobsdóttir viajava para uma reunião com o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, em Estocolmo, segundo a TV local RUV. No entanto, seu voo programado pela empresa Icelandair era um voo comercial, e, portanto, junto a cidadãos comuns.

Stefansson é um dos 11 suspeitos no roubo de 600 computadores que aconteceu no centro de dados na cidade de Reykjavik, capital da Islândia. Segundo a polícia esse saque é um dos maiores da série de assaltos que têm acontecido na ilha do Atlântico Norte.

O valor dos equipamentos roubados foi estimado em US$ 2 milhões. Mas os Bitcoins armazenados nos hardwares era muito mais alto. A polícia ainda não localizou os computadores. Eles eram usados especialmente na mineração de Bitcoin.

As primeiras notícias sobre o caso foram informadas pela RUV. De acordo com a agência, o diretor da Administração Prisional da Islândia, Pall Winkel, comunicou o veículo que Stefansson tinha escapado de uma prisão de segurança mínima e embarcado para capital da Suécia. Winkel informou que solicitou a ajuda das autoridades suecas.

Na Suécia, o único a se pronunciar foi Malin Nafver, porta-voz da Polícia Federal: “A polícia sueca, assim como outros países europeus, foi informada pela Islândia sobre um homem detido que escapou”. Nafver, porém, se recusou a dar maiores detalhes.

Stefansson não se considera fugitivo e se defende

Em um comunicado enviado ao jornal impresso Fréttablaðið, publicação da rede Visir, Stefansson alega que ele foi mantido na prisão sem provas e sem um julgamento conforme manda a lei. Ele disse que em breve volta para casa.

Referiu-se também ao fato de que a ordem de custódia da justiça havia expirado na segunda-feira (16), dia em que ele se apresentou ao juiz, o qual solicitou que fossem aguardadas 24 horas para uma decisão.

Sem a expedição de uma ordem formal, Stefansson, segundo sua própria teoria, encontrava-se livre, mesmo ouvindo do juiz que caso ele deixasse o lugar de custódia sem alguma explicação ele seria considerado fugitivo.

“Sob a ameaça de que a polícia me prenderia se eu saísse da prisão sem qualquer explicação, assinei um documento dizendo que estava viajando por conta própria e queestarei à disposição da justiça, caso a decisão do juiz não seja favorável a mim”, disse Stefansson no comunicado.

“Eu nunca tentaria fugir da prisão se eu estivesse legalmente privado da liberdade por uma ordem judicial. Isto é fato”, acrescentou.

Stefansson disse que ficou sob custódia por dois meses e meio sem que a polícia pudesse provar as acusações. Ele também garantiu que vai apelar para o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos.

“Não apareceu ninguém pra me acusar. Nenhuma prova. E fiquei preso, isolado sem nenhum apoio, como se estive em castigo, me sentia um lixo. Sofri muita pressão da polícia. Diziam que eu poderia ser solto se eu contribuísse para localizar ‘um tal alemão’, suspeito de ser o autor do crime”, disse o acusado.

“Não sou um fugitivo segundo a lei, o documento que eu fiz prova isso. Eu poderia viver eternamente com documentos falsos. Eu tenho dinheiro e também pessoas que me acolhem em suas casas em qualquer hora que eu precisar. Mas não é isso que eu quero para mim e para minha família. Eles devem estar aborrecidos com o que eu fiz. Voltarei à Islândia para lidar com isso.

Via Portal do Bitcoin.

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