BC do Brasil Vai Levar Especialista Para Maior Conferência de Bitcoin do Mundo

Deu no Diário Oficial da União: Marcus Vinicius Cursino Suares vai para a Consensus em Nova York, no período entre os dias 12 e 17 — “com ônus”.

Segundo o documento, publicado no sábado (05), o diretor de administração do Banco Central do Brasil autorizou seu afastamento para participar do mais prestigiado evento de Bitcoin e blockchain do mundo.

Suares é um programador que trabalha desde 2011 como analista na área de tecnologia da Informação no Bacen. Lá, ele participa de um pequeno grupo que vem estudando tecnologias descentralizadas para o órgão. Um paper produzido por ele investigou as potencialidades da tecnologia distribuída no Banco Central.

Bacen e o Bitcoin

Nos últimos meses, o banco central vem adotando fortes críticas às criptomoedas. Embora tenha formado uma equipe para estudar blockchain, também fez diversos alertas contra o Bitcoin.

Em um comunicado publicado em novembro do ano passado, o BC alertou sobre os “riscos decorrentes de operações de guarda e negociação das denominadas moedas virtuais”.

O BC iniciou comentando que estas moedas não são emitidas nem garantidas por qualquer autoridade monetária, por isso não têm garantia de conversão para moedas soberanas, e tampouco são lastreadas em ativo real de qualquer espécie, ficando todo o risco com os detentores.

Também deixou claro que empresas e indivíduos que negociam ou guardam moedas digitais, em nome de outros usuários, não são reguladas, autorizadas ou supervisionadas pelo Banco Central. E alertou para o fato de atividades ilícitas estarem sendo feitas utilizando moedas digitais.

Por outro lado, o tom das críticas vem mudando. O próprio presidente do BC, Ilan Godlfajn, parece representar a tendência. No final de abril, em uma conferência da Febraban em São Paulo, ele classificou o Bitcoin como um “ativo arriscado”.

Em dezembro do ano passado, ele havia dito que as criptomoedas eram uma típica bolha e pirâmide, conforme o jornal Valor Econômico. Desta vez, porém, Goldfajn foi bem mais ameno e, em alguns pontos, elogioso: “O Bitcoin tem uma tecnologia por trás, o Blockchain, que tem tido sucesso. É uma inovação que deve ser incentivada”.

Via Portal do Bitcoin.

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